quarta-feira, 6 de junho de 2012

Arqueologia


A Arqueologia é uma ciência social, seu nome vem do grego “Arqe” = antigo e “Logo” = estudo, ou seja, estudo do antigo. Esta ciência estuda o modo de vida das civilizações antigas, sua história, tecnologia, usos e costumes, etc. Tudo isto baseado em materiais, construções ou até mesmo detritos deixados por civilizações antigas e até mesmo contemporâneas Existem especialistas até mesmo no estudo do conteúdo das fezes encontradas em civilizações antigas. Esta ciência pode servir de grande ajuda para a História, para a Antropologia e até mesmo para outras áreas da ciência.


É uma ciência recente, iniciada no Século XIX, inicialmente com pessoas pagas por colecionadores, que, com a valorização atribuída aos objetos encontrados principalmente no Egito, comerciavam os mesmos, sem a mentalidade da preservação. Mark Twain fez alguns relatos de que na antiguidade os monumentos eram depredados, as múmias do Egito serviam até como combustível para caldeiras de locomotivas (Veja mais em:   http://www.fascinioegito.sh06.com/mumiacuriosa%203.htm). Posteriormente os governos passaram a entender o valor da preservação do patrimônio nacional. No Brasil, como sempre atrasado, começamos a valorizar a arqueologia na década de 60.


Muitas pessoas veem o trabalho do Arqueólogo, como algo romântico, principalmente os que assistiram aos filmes do Indiana Jones, no entanto, as coisas são um pouco mais complicadas do que pensa um candidato a aventureiro, ou um sonhador. Primeiro temos a identificação de um sítio, que pode existir em qualquer lugar, dentro das cidades, em florestas, desertos, no solo e subsolo marítimo, solo e subsolo de lagos, rios e até mesmo nos porões e quintais de nossas casas. Esta identificação pode ocorrer de forma acidental ou proposital.


Como exemplo de sítios arqueológicos descobertos de forma acidental, temos escavações de locais para construção de novos imóveis ou qualquer outra obra. Durante a preparação do terreno, são descobertas construções ou utensílios. Se o descobridor for uma pessoa que possua algum conhecimento, ou até mesmo um treinamento especial, pode dar o alarme e chamar os responsáveis para que então se tomem as providências. A primeira delas é parar a escavação e chamar os arqueólogos, para que não sejam danificados os artefatos porventura encontrados.  Isto, entretanto não ocorre de forma tão frequente quanto apresentado. Existem interesses comerciais, portanto, alguns responsáveis por escavações escondem o ocorrido por receio a ameaças ao seu empreendimento. Vencidos estes obstáculos, ainda temos as exigências ambientais, e as burocracias governamentais, principalmente se a equipe de arqueólogos não é oriunda do mesmo país da escavação. Isto ocorreu de forma bastante extensa no Egito. Existem também, os problemas de ordem religiosa. Como exemplo, temos Israel, que é um país com uma extraordinária riqueza arqueológica, onde existem casos de escavações interrompidas em virtude de terem sido descobertos corpos humanos, o que viola a proibição da exumação de corpos pela religião judaica.


Hoje em dia, algumas empresas com responsabilidade social, treinam seus funcionários para, no caso de encontrar algo, mostrar aos seus superiores e algumas estão até contratando arqueólogos, mas isto é raro.  Um caso famoso é o de Frankfurt, cidade arrasada pelos bombardeios aliados na segunda guerra mundial. Durante as obras de reconstrução, foram descobertos vestígios de uma cidade anterior, e hoje estes vestígios estão à exposição no subsolo do museu de história na praça Römer.


Existem casos em que o arqueólogo, baseado em dados escritos em documentos, se dirige até o local para então fazer prospecções. Hoje em dia é muito facilitado, devido á existência de equipamento sofisticado para, antes de começar a escavar, verificar se existe algo no local, poupando tempo e dinheiro. Embora a arqueologia se baseie em provas materiais sobre um acontecido, nem sempre estas provas são suficientes para se determinar a veracidade dos acontecimentos, pois o material existente não nos transmite dados para atestar que tal situação ocorreu naquele local. Um exemplo interessante é o das escavações realizadas por Heinrich Schliemann (http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/HeinrSch.html Acesso em 08 04 201), onde supostamente existiu cidade de Tróia, que é fonte de polêmica até hoje. O escavador encontrou 3 cidades que floresceram em tempos diferentes.


Existem ainda evidências que estão expostas, sem necessidade de escavação, como por exemplo os desenhos rupestres, encontrados em diversas cavernas pelo mundo, inclusive no Brasil, ruínas de castelos ou outras construções, em alguns casos apenas cobertos pela vegetação. Como exemplo, podemos citar a descoberta de Machu Pichu, feita pelo Estadunidense Hiran Bingham e 1911.


A primeira parte do trabalho do arqueólogo, na descoberta de um terreno, é a varredura, que delimita o sítio, através de sondagens que podem ser feita fisicamente, por sondas mecânicas e até por sondar sonar/radar.


A segunda parte é a construção do sítio, onde na maioria das vezes são encontrados apenas fragmentos de vasos e ossos, que terão que ser montados posteriormente. O trabalho de escavação é delicado, utilizando como instrumentos, pincéis colheres de pedreiro, e até mesmo talheres de cozinha (garfos, facas, etc), pois há necessidade de desenterrar o artefato sem provocar danos, portanto, todo cuidado é pouco. Em alguns sítios há um cuidado em peneirar toda a terra encontrada, pois os artefatos estão em tão mal estado, que terão que ser montados, feito quebra-cabeças de 2000 peças. O cuidado com o sítio também é muito importante, necessitando conhecimentos de engenharia, geologia e até eletrônica, para manusear os instrumentos mais modernos de prospecção em sítios, muitas vezes afastados dias da civilização. Hoje em dia o cuidado com a segurança (desabamentos, etc.), cuidado com o ambiente e a natureza, também são muito importantes.


Existem ciências que estão fortemente ligadas à arqueologia, podemos citar: História, Antropologia, Engenharia, Paleografia, Linguística, Sociologia e até mesmo Criminologia, além de outras. Hoje no Brasil, há um aumento de investimentos na arqueologia em nosso solo, portanto há um grande número de oportunidades de trabalho para que quiser iniciar na matéria.


Um principiante pode iniciar na Arqueologia? Sim, pode. Contanto que tenha alguns cuidados, como por exemplo não realizar escavações sem ter conhecimento de regras de segurança e do terreno, verifique antes, o impacto ambiental de sua escavação. Existe a venda no mercado, detectores de metais onde o principiante pode adquirir e já ir iniciando. É uma atividade salutar, que, na maioria das vezes proporciona contato com a natureza e com as pessoas. Aconselho iniciar buscas em locais longe da civilização, onde há ausência de interferência humana atual. Lembre-se, ao localizar um objeto, por mais óbvio que pareça, submeta-o sempre a algum historiador, antropólogo ou arqueólogo conhecido. Seja bem detalhista, tenha atenção aos detalhes, investigue bastante, tenha um conhecimento ainda que rudimentar de obras de arte. Cuidado, não vá escavar o terreno do vizinho sem sua autorização! No Brasil já existem sítios arqueológicos importantes como: Ceará, Goiás (Brasília está começando a ser interessante), Minas Gerais, e Piauí.  Quem sabe você não fará uma descoberta importante?


Existem bons cursos no Brasil, tanto de graduação como pós-graduação e como todas as disciplinas, existem também diversas especialidades.


(veja alguns em : http://arqueologiaegipcia.com.br/2011/05/05/cursos-de-arqueologia-no-brasil/.) Os empregadores podem ser empresas de engenharia, museus, universidades e demais entidades ligadas á memória e conservação do patrimônio. Existem até empresas dedicadas exclusivamente à arqueologia.


Embora cada país tenha uma legislação diferente para o exercício da profissão, no Brasil, segundo a Sociedade de Arqueologia Brasileira, em seu documento : “Proposta de Níveis de Qualificação Profissional para o Exercício da Arqueologia” encontrado em (http://www.prsp.mpf.gov.br/sala-de-imprensa/pdfs-das-noticias/CRITERIOS%20MINIMOS%20-%20FINAL.pdf), podemos categorizar os profissionais de arqueologia como: 



I.                  Auxiliar de Pesquisa: Ao auxiliar de pesquisa é vetado qualquer tipo de coordenação, assinatura de projetos ou de laudos, podendo trabalhar somente sob a supervisão direta de um arqueólogo  júnior,  sênior ou pleno. Nesta categoria, o tempo de experiência não consistirá em uma variável relevante. A única forma do  auxiliar de pesquisa  ascender na hierarquia será cursando uma graduação ou pós-graduação específica em arqueologia.


II.                 Arqueólogo Júnior: Aos arqueólogos enquadrados na categoria júnior é permitida a coordenação de trabalhos de campo e de laboratório sob a supervisão de um arqueólogo sênior ou pleno. É vetada a assinatura de projetos ou laudos. Nesta categoria, o tempo de experiência não consistirá em uma variável relevante. A única forma do arqueólogo júnior ascender na hierarquia será, no caso daqueles com graduação em áreas afins, cursando um mestrado específico em arqueologia ou com área de concentração em arqueologia. Aqueles com bacharelado em arqueologia poderão ter a opção de cursar  mestrado em áreas afins com dissertação versando sobre arqueologia.


III.                Arqueólogo Pleno: Aos arqueólogos enquadrados na categoria pleno é permitida a coordenação de trabalhos de campo e de laboratório bem como a assinatura de projetos ou laudos.  Nesta categoria, o tempo de experiência consistirá em uma variável relevante.


IV.               Arqueólogo Sênior: Aos arqueólogos enquadrados na categoria sênior é permitida a coordenação de trabalhos de campo e de laboratório bem como a assinatura de projetos ou laudos.”


Por experiência própria, posso afirmar que arqueologia é uma profissão interessante, cheia de desafios e que mudou a minha vida.
Boas escavações.


Bibliografia:


- FILIPPO, Raphael De, Arqueologia Passo a passo, 2011; São Paulo, Cia das Letras. 72 p.
- FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Arqueologia; 2003; São Paulo, Contexto, 126 p.
- PROPOSTA DE NÍVEIS DE QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL PARA O EXERCÍCIO DA ARQUEOLOGIA, Sociedade de Arqueologia Brasileira, in  http://www.prsp.mpf.gov.br/sala-de-imprensa/pdfs-das-noticias/CRITERIOS%20MINIMOS%20-%20FINAL.pdf, Acesso em 10-04-2012

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Morre Zecharia Sitchin


No dia 9 de Outubro de 2010, faleceu um dos maiores expoentes mundiais sobre a teoria da Conspiração.

Autor de diversos livros, nascido em 1922 no Azerbaijão, se tornou famoso por também defender a teoria dos “Deuses Astronautas” que ficou famosa pelo não menos famoso autor Erich Von Daniken. Zecharia possui milhares de seguidores mundo a fora. Defendeu a teoria de que a Humanidade se originou da Antiga Cultura dos Sumérios, que se chamariam “Anunaki ou Nefilim”, e que foram originados de um Planeta chamado “Nibiru”, pertencente ao nosso Sistema Solar e que sua órbita se encontra com a órbita da terra de tempos em tempos. O próximo encontro, seria em dezembro de 2010. Estudou a Mitologia Suméria e encontrou diversas “evidências” que criaram polêmica entre os acadêmicos.

Maiores informações e detalhamento de sua teoria está em seu site: http://www.sitchin.com/

Zecharia Sitchin também chamou nossa atenção para táticas de manipulação de massa, inclusive, citando Chomsky, que transcrevo abaixo, vejam nossos politicos falando no horario gratuito e vejam as semelhanças:

Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação da MídiaO lingüista esquerdista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:
1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.
2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.
6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…
7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.
8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…
9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!
10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010

O Sufismo

Espero que na época da divulgação deste texto, já tenhamos passado da “febre eleitoral” que andou assolando o país. Seja qual for o político ou partido eleito, nosso país continuará o mesmo, pois o que muda um país não são os políticos que o governam, mas sim o povo, com atitudes, respeito ao próximo e o conceito de que não somos uma unidade, somos parte de um todo e só um todo muda as coisas.

Vamos então ao nosso assunto:

Muito pouca gente já ouviu falar nos Dervixes, um grupo de pessoas que dançam em um giro quase perpétuo dentro de uma espécie de estado de transe em que se comunicam com o que diversas pessoas chamam de “Astral Superior”, “Comunicação com o Divino” ou outras denominações, dependendo da base religiosa de quem vê ou conhece o fato. Segundo seus membros, durante este estado, os praticantes entram em contato com a sabedoria universal, Chamada de de Inconsciente Coletivo, segundo seguidores de Jung, ou até mesmo os arquivos Acásicos, onde estão guardados os grandes segredos da sabedoria universal. Os membros são também conhecidos como Amigos da Verdade, os Construtores ou Mestres (como os maçons), Povo do Caminho (como os Essênios pré-Cristãos) e muitas outras denominações.

Quem não leu Khalil Gibran, principalmente sua obra mais famosa “O Profeta”?
Se alguém não leu, eu recomendo fortemente, pois é um livro maravilhoso, e que também contém toda a base da filosofia Sufi. O livro fala de um mestre Sufi, visitando uma cidade e que responde perguntas dos moradores.

Uma das passagens fala:

“.....Depois, uma mulher que trazia uma criança ao colo disse, Fala-nos das Crianças.
E ele respondeu:
Os vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da Vida que anseia por si mesma.
Eles vêm através de vós mas não de vós.
E embora estejam convosco não vos pertencem.
Podeis dar-lhes o vosso amor mas não os vossos pensamentos, pois eles têm os seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar os seus corpos mas não as suas almas.
Pois as suas almas vivem na casa do amanhã, que vós não podereis visitar, nem em sonhos.
Podereis tentar ser como eles, mas não tenteis torná-los como vós.
Pois a vida não anda para trás nem se detém no ontem....”

Ás vezes fico pensando: Como pode um texto antigo ser tão atual ? Ainda é muito arraigada aqui no ocidente a idéia de que os filhos são propriedade dos pais, e este texto explica de uma forma poética a realidade dos fatos.

Quem já os viu dançar, fica perplexo, com o tempo em que estas pessoas ficam girando em torno de si mesmas por horas, sem sentirem absolutamente nada.



O primeiro engano das pessoas que tem contato pela primeira vez com o Sufismo, é o de achar que é uma seita mística Muçulmana. Alguns autores também definem a origem com sendo Islâmica, no entanto alguns outros autores, com os quais humildemente concordo, preconizam a existência muito anterior a Maomé. Muitas religiões têm em suas práticas e doutrinas algo do Sufismo. Segundo alguns estudiosos mais “crédulos”, o Sufismo possui mais de 70 mil anos, com existência anterior ao Dilúvio Sumério (A epopéia de Gilgamesh), mas isto é uma teoria que ainda precisa ser aceita pelos meios científicos/acadêmicos. O Sufismo tem penetração até nos contos das Mil e Uma Noites e alguns esotéricos afirmam que Hermes Trismegisto e Zoroastro seriam os seus primeiros mestres.

Segundo Ligia Cabus :,” A Irmandade já existia em Medina quando Muhammad, precursor do Islã, apareceu com seu discurso muito inflamado e mal articulado [no século VII d. C. anos 600]. Todavia, foi na época do alvorecer do Islã que os Irmãos Mestres Construtores adotaram a denominação Sufi, depois de um juramento de fidelidade à causa muçulmana em circunstâncias semelhantes àquelas que constrangeram o mestre Galileu no Vaticano e se retratar e admitir que o globo é plano! Ou seja: Diga o que Eles querem e salve sua vida. “

A origem do termo Sufi, é também discutível, pois alguns lingüistas a definem como uma mistura de Persa, Aramaico, Àrabe e grego. O significado desta palavra pode ser, desde a Túnica utilizada por Jesus Cristo; puros; sábios e até mesmo a contração do termo Ain-Soph da Cabala, que é a sabedoria compartilhada. O pensamento sufista está contido nas idéias de pensadores como Roger Bacon, Raymond Lully, São João da Cruz e outros. O Sufismo é dividido em Ordens, também chamadas de Tariqas, (em torno de 97), espalhadas no continente asiático, oriente médio e áfrica.

Inspirador de muitas sociedades secretas, religiões, pensamentos filosóficos de grandes mestres, o Sufismo Permanece uma filosofia de beleza ímpar, a ainda desafia os maiores eruditos.

“Sufi é aquele que está morto para o Si mesmo e vive da Verdade. Tendo transcendido as limitações humanas, Sufi é aquele que alcançou Deus “ - A. Hujwiri, 1936

“Eu morri como um mineral, uma pedra, e me tornei uma planta
Eu morri como planta e renasci animal
Eu morri como um animal e depois eu era um Homem
E muitas vezes eu morri e vivi como homem
Por quê eu deveria temer me perder na morte?
Todas as vidas passam, até mesmo a vida dos Anjos
Somente Deus é imperecível
Quando deixei de ser uma alma angelical
Eu passei a Ser algo que a mente nem pode conceber
Oh, deixe-me Não-existir; deixe Estar na Não-existência
Deixe-me voltar para Ele “
- Mawlānā Jalāl-ad-Dīn Muhammad Rūmī

Fontes:
Encyclopaedia of Occultism. Courier Dover Publications, 2003 - p 127. In Google Books.
GODLAS, Alan. Sufism, Sufis and Sufi Orders. ─ [www.uga.edu/islam/Sufismhtml]
HUJWIRI, A.. The Kashful al-Makhjub, p 30. Londres: Gibb Memorial Trust, 1936
MOSSO, Gelder Manhes. Caminhos do Desconhecido. Mauad Editor, 1899 In Google Books.
KEEP, Marc Andre R.. O Sobrenatural Através dos Tempos. São Paulo:
IBRASA-Proton Editora, sem data ─In Google Books
LePAGE, Victoria. Sufis and The Nine Unknowns, 2007. In [www.victoria-lepage org/sufis_nine_unknowns.htm] .. Shamballa.
SIGNIER, Jean-François e THOMAZO, Renaud. Sociedades Secretas, vol I ─Sociedades Secretas Religiosas. [Trad. Ciro Mioranza]. São Paulo: Larousse,2008
WIKIPEDIA Espanhol. Sufismo. [http://es.wikipedia.org/wiki/Sufismo] Português. Sufismo. pt.wikipedia.org/wiki/Sufismo English. Rumi. Sema.


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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Paranoia e teoria da Conspiração.

Provavelmente o leitor vai pensar ao ler este artigo:

"La vai ele falar de teoria da conspiração, já estava demorando!!"

Como as teorias da conspiração estão em moda ultimamente, não vou me furtar de falar um pouco sobre isto, além disto, adoro o assunto.

Vou fazer um pequeno resumo sobre uma Ordem Secreta, chamada Illuminati, no latim arcaico Illvminati , plural do latim Illuminatus (aquele que é iluminado). Segundo diversos autores, seria o Governo Secreto do Mundo. Na realidade existem por aí diversos grupos que se intitulam Illuminati, que vão desde pessoas sérias com boas intenções, passando por ordens fictícias que querem apenas o dinheiro dos incautos, até alguns que podem ser realmente os dominadores do mundo. Veja bem caro leitor, eu disse que podem ser, não afirmo nada, porque, simplesmente sou um mero mortal, como a maioria dos membros da espécie humana.

A história comprova que existiu uma Ordem Illuminati, lá pelo ano de 1776, que era um grupo constituído de pessoas com pensamento Iluminista, pensamento este que também serviu como uma das bases filosóficas para a Revolução Francesa. Esta Ordem se chamava “Os Iluminados da Baviera” fundada pelo professor de lei canônica Adam Weishaupt, falecido em 1830, e pelo barão Adolph von Knigge, na cidade de Ingolstadt, Baviera, atual Alemanha. Na época a Europa era bem mais influenciada pela Igreja Católica do que nos dias de hoje, portanto, os Illuminati tiveram árduas batalhas pela frente, na defesa de suas idéias, que eram anti-religiosas por excelência. Esta batalha teve fim em 1784, quando o governo bávaro, por influência da Igreja, baniu todas as sociedades secretas incluindo os Illuminati os maçons, Rosacruzes e outros. Devido à diferença de forças,a estrutura dos Illuminati desmoronou logo.

Graças à contra propaganda das forças vitoriosas nestas batalhas, os Illuminati, ou os Maçons, ou qualquer outra ordem iniciática, ficaram com a pecha de dominadores secretos do mundo. Se existe alguma veracidade nisto, ninguém jamais irá saber.

Existiram outras versões dos Illuminati, das quais posso destacar os “Alumbrados da Espanha”. O historiador Marcelino Menéndez y Pelayo encontrou registro do nome já em 1492 (na forma iluminados, 1498), mas julgou-os um pouco diferentes. Eles tinham uma origem gnóstica, portanto, bem diferentes de seus homônimos Alemães. Pelayo achou que seus ensinamentos na Espanha eram Influenciados por origens Italianas. A filha de um trabalhador conhecida como a “Beata de Piedrahita”, foi considerada uma de seus líderes. Esta Beata chamou a atenção da Inquisição, por afirmar que mantinha diálogos com Jesus Cristo e a Virgem Maria. Graças a padrinhos poderosos (Illuminatti?) foi salva (fato citado pelo mencionado historiador espanhol em seu livro “Los Heterodoxos Españoles", 1881, Vol. V).

Controlar pessoas, controlar o mundo é o sonho de todo aquele que almeja o poder, seja ele um político, seja ele um empresário, etc. Professores não faltam, temos Maquiavel, Sun Tzu, e diversos outros que falam de liderança, mas na verdade escondem tentativas de controle de corações e mentes. Livros também estão aí aos montes, temos a Arte da Guerra, O Príncipe, O Protocolo dos Sábios de Sião, e muitos outros, incluindo alguns daqueles disfarçados como auto-ajuda. Quem já leu estes livros e observa os atos dos governantes do mundo, vê que eles são excelentes alunos, é só olhar para o Bush, o Evo Morales, o Hugo Chaves, o nosso Barbudinho e até mesmo o Prefeito da cidadezinha do interior.

Exemplos de tentativa de controle? Talvez.

Leis absurdas, com a desculpa de serem criadas para nossa própria segurança, como chips nos automóveis, cameras por todos os lados, restringem nossos movimentos de tal forma que sempre seremos infratores da lei. Hoje não embarcamos em aviões sem que sejamos escaneados “de cabo a rabo”, até a nossa pobre e inofensiva água de garrafinha, é controlada e até proibida nos vôos. Quando entramos em agências bancárias, temos que praticamente colocar todo o conteúdo de nossos bolsos para fora, passar por humilhações bárbaras sob a desculpa de que é para nossa própria segurança. Será mesmo? Será que estes crimes não seriam também forjados ou encorajados, só para que então nós mesmos, apavorados, passemos a exigir este controle?

Vejam a nossa internet, que nasceu para ser incontrolável. A intenção da criação da Internet foi, em caso de holocausto nuclear, uma rede sem ponto central seria mais difícil de se destruir. Vocês já notaram a imprensa praticamente massificando a pedofilia na internet? Até parece que o problema dos pedófilos é novo, e ao invés de se curar o mal pela raiz, o que querem nossos governantes?

Isso mesmo, censurar a internet. Será que vai acabar com a pedofilia censurando a internet? Metafóricamente falando, seria como se nossos governos quizessem acabar com os encanadores proibindo as chaves inglesas e se alguém inventa uma chave inglesa melhor, a culpa é da chave inglesa, mas esquecem que existem outras ferramentas alternativas e para acabar com um problema, tem que ser pela raiz. Já pensaram onde isso pode acabar? Leiam 1984 de George Orwell e vocês verão que nada se cria, tudo se copia.

Temos diversos exemplos de líderes que prometeram milagres rápidos, e quando chegaram ao poder, mostraram as garras.

Destaco o exemplo de um vegetariano, que não fumava, não bebia e vivia praticamente uma vida fiel com a companheira. Sabem de quem estou falando? Dele mesmo, o Adolphinho, aquele, com o sobrenome de Hitler.

Hitler foi praticamente eleito em um país sem qualquer esperança de melhora, deu um golpe de estado, com praticamente todo o apoio dos alemães. Naquela época, suas condições de vida eram inimagináveis, onde a corrupção e a pobreza imperavam num estado fraco, onde a cidade civil desarmada era refém de uma luta entre dois tipos de bandidos, aqueles que estavam do lado da lei e daqueles que estavam contra a lei, em uma Alemanha, que depois de perder a primeira Guerra mundial, sofreu sanções humilhantes do Tratado de Versalhes. Isto também se aplicou a Rússia com o Czarismo, que deixou que o Comunismo imperasse, com promessas de melhora de todo tipo, se transformando em uma ditadura com o qualquer outra.

Mudam os tempos, mudam os países e a história se repete... e repete... e repete...

Será que tudo isto não passa de um complô para nos controlar?

Sinceramente, não tenho resposta para isto, ou seja, sou tão membro do gado como vocês leitores que estão me aturando com este monte de idéias de um legítimo paranóico. E quanto mais se pensa em grupos conspirando na surdina, complôs, governos por trás de governos, sociedades secretas, grupos de empresários poderosos, extra-terrestres, intra-terrestres, espíritos do além e seja lá mais o que a paranóia nos imponha a pensar, pior ficaremos.

Solução?

Não sei amigos, do fundo do meu coração, espero que tudo isto seja uma grande história de ficção.

Pelo sim, pelo não, deixo com vocês uns versos da Música Ouro de Tolo do saudoso Raulzito:

Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada cheia de dentes
Esperando a morte chegar
Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador.


Aylton do Amaral www.ayltondoamaral.com

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A Biblia de Kolbrin

A Biblia de Kolbrin.

Andei sumido uns tempos, pois embora eu goste de assuntos ocultos, espirituais, etc, tive que dar uma prioridade ao mundo material, mas felizmente estou de volta são e salvo.

Um assunto que muito me fascina é o estudo de alguns livros que permanecem misteriosos para a Humanidade. Já escrevi artigos sobre o Manuscrito Volnich, A Biblia do Diabo, O Livro de Urantia e outros.

Neste artigo vou falar um pouco sobre o mais polêmico de todos, que é a Biblia de Kolbrin, e fornecer algumas referências, pois como já disse antes, é apenas um artigo e não uma tese.

Este livro possui aproximadamente 3600 anos. Alguns autores dizem que foi descoberto na Inglaterra, por volta do Século XII, infelizmente não há provas disto, pois os manuscritos originais desapareceram para sempre.

A primeira parte deste livro teria sido escrito por volta da mesma época do Antigo testamento, basicamente é uma espécie de visão dada pelos Egípcios das primeiras dinastias, incluindo aqueles que construíram as pirâmides.

Existem diversos seguidores deste livro ao redor do mundo, incluído os teóricos da conspiração e fim do mundo que afirmam que o livro traz um alerta para as catástrofes que virão a acontecer no mundo, inversão de pólos, só os escolhidos é que irão sobreviver, etc, ou seja, aquela mesma conversa de sempre, que traz á baila aqueles gurus de final de mundo que sempre aparecem nesta época.

A Bíblia de Kolbrin é composta por 11 livros separados, sendo que os 5 primeiros foram escritos pelos antigos Egípcios, e os outros 6 por sacerdotes Celtas, a parte mais antiga foi escrita supostamente após o êxodo.

De acordo com a Biblia de Kolbrin, este acontecimento fez com que os Egípcios tivessem seu orgulho ferido, pois foi um acontecimento vitorioso para os Hebreus. Os Egípcios achavam que foram abandonados pelos seus deuses, e nunca entenderam o porquê deste acontecimento. Começaram a pesquisar sua própria história e suas tradições, resultando na primeira parte deste livro.

De acordo com a Bíblia de Kolbrin a força extraterrestre que provoca tais eventos catastróficos não é o Sol, mas um misterioso pkaneta que elas chamaram de “O Destruidor”, todas as vezes que este corpo passa pela terra provocará uma devastação tanto material quanto espiritual. Este corpo celeste não colide com a terra, mas passa perto o suficiente para provocar devastações. O Destruidor já passou pela terra várias vezes, segundo o texto, a ultima ocorrência se passou no Egito, 3600 anos atrás:

“Sua cor era viva e sua aparência flamejante, mutante e instável, e todos os homens concordam que era uma visão apavorante”

Hoje em dia os Astrônomos concluem que nunca houve nem nunca haverá um evento deste tipo, pois nossos instrumentos o detectariam com uma certa antecedência.
Hoje este planeta é chamado de Nibiru, Planeta X e outros nomes, de acordo com as “visões” dos místicos de plantão.

Agora estão fazendo uma mistura de calendário Maia e outras profecias dizendo que este corpo misterioso virá em dezembro de 2012, quando termina o calendário, e atribuindo uma série de acontecimentos rotineiros, tais como terremotos, enchentes furações, aumento de criminalidade, etc, ao anúncio da chegada deste misterioso objeto, como se não fosse culpa do próprio homem a precipitação destes acontecimentos.

Voltando ao nosso livro, alguma coisa foi prevista como neste texto enigmático que descreve uma série de eventos que parece anunciar o momento:

“110 gerações passarão no Ocidente e nações se erguerão e cairão, homens voarão no ar feito pássaros e nadarão no mar feito peixes”.

Apesar das evidências cientificas do contrário, aqueles que acreditam na Bíblia de Kolbrin e no planeta x mantém sua afirmação de uma catástrofe extraterrestre que arrasará a humanidade num futuro próximo, alguns afirmam que os antigos egípcios fizeram mais do que prever o nosso fim do mundo, eles teriam também preservado os meios para preveni-lo, a possibilidade de acontecer uma descoberta dramática sobre o companheiro solitário da grande pirâmide, a Esfinge. Segundo John Desvallo, egiptólogo, esses segredos estão em uma câmara oculta dentro da Esfinge e mesmo passado mais de 4 mil anos ainda não foram descobertos, ainda se especula que os poucos que sobreviveram ao cataclismo ainda poderiam se beneficiar dos tesouros que podem estar lá, segundo Desvallo, segredos esses que abrangem desde registros de toda história antiga até provas de uma civilização avançada mais antiga que a egípcia que tenha construído a Grande Pirâmide.

Fontes: The Kolbrin Bible, Profecias e Profetas - Hans Krofe.

sábado, 17 de abril de 2010

Pai nosso que está no céu....

Pai Nosso que estais no céu,
santificado seja o vosso nome,
vem a nós o vosso reino,
seja feita a vossa vontade
assim na terra como no céu.

O pão nosso de cada dia nos daí hoje,
perdoai-nos as nossas ofensas,
assim como nós perdoamos
a quem nos tem ofendido,
não nos deixei cair em tentação
mas livrai-nos do mal.
Amém.

Está oração é largamente difundida entre o Cristianismo, e mais recentemente no Espiritismo Brasileiro, dito Kardecista.

Incansávelmente estudada e interpretada de várias formas, existe uma farta literatura, assim como milhares de artigos na Internet, tentando descobrir seus segredos. Dizem alguns estudiosos ligados ao Cristianismo, que a primeira versão desta oração seria em Aramaico e está escrita em uma pedra branca de Mármore no Monte das Oliveiras em Jerusalém, da mesma forma que era invocada pelo Profeta/D´us/Espírito Elevado, chamado Jesus Cristo.

Abro um parêntesis, para que os leitores levem em consideração que; todos os monumentos atribuídos ao Cristianismo existentes em Jerusalém, não são científicamente comprovados como originais e sim tradicionais. Certos monumentos como A Igreja do Santo Sepulcro, o Monte da Crucificação e outros foram “localizados” pela mãe de Constantino, Helena, em uma peregrinação a mando do filho, com o intuito de estabelecer bases para o Cristianismo, em outro artigo eu entro em detalhes.

Voltando ao Pai nosso. O Aramaico é a língua, que alguns estudiosos dizem que foi falada na região da Galiléia na época da passagem de Jesus Cristo descrita nos evangelhos. Originária da Alta Mesopotâmia, era, juntamente com o Hebraico considerada língua semítica, no entanto o Hebraico é mais antigo. O Hebraico falado hoje em Israel, é uma reconstrução dó antigo Hebraico, por Eliezer bem Yehuda, que “enxertou” inclusive palavras do idioma Russo. O Aramaico e o Hebraico são bastante parecidos.

A versão desta oração na versão, segundo os estudiosos, original, na minha opinião é uma oração profunda, que encerra significados ocultos e uma grande antiguidade, pois amigos meus pesquisadores atribuem sua origem como da antiga civilização Atlante.

Abaixo, o texto em Aramaico e transliterado para o Português:


"Abvum d'bashmaia
Netcádash shimóch
Tetê malcutách Una
Nehuê tcevianách aicana
d'bashimáia af b'arha
Hôvlan lácma d'suncanán
Iaomána
Uashbocan háubein uahtehin
Aicána dáf quinan shbuocán
L'haiabéin
Uêla tahlan l'nesiúna.
Êla patssan min bíxa
Metúl dilahie malcutá
Uaháila
Uateshbúcta láhlám.
ALMÍN. "

Segue uma “tradução” :

" Pai-Mãe, respiração da Vida, Fonte do som, Ação sem palavras, Criador do Cosmos !
Faça sua Luz brilhar dentro de nós, entre nós e fora de nós para que possamos torná-la útil.
Ajude-nos a seguir nosso caminho Respirando apenas o sentimento que emana de Você.
Nosso EU, no mesmo passo, possa estar com o Seu, para que caminhemos como Reis e Rainhas com todas as outras criaturas.
Que o Seu e o nosso desejo sejam um só, em toda a Luz, assim como em todas as formas, em toda existência individual, assim como em todas as comunidades.
Faça-nos sentir a alma da Terra dentro de nós, pois assim, sentiremos a Sabedoria que existe em tudo.
Não permita que a superficialidade e a aparência das coisas do mundo nos iluda, E nos liberte de tudo aquilo que impede nosso crescimento.
Não nos deixe sermos tomados pelo esquecimento de que Você é o Poder e a Glória do mundo, a Canção que se renova de tempos em tempos e que a tudo embeleza.
Possa o Seu amor ser o solo onde crescem nossas ações.
AMÉM.



Versão em Hebraico:

Segue uma versão em hebraico, provavelmente mais antiga que a em aramaico:

Avinu shebashamayimyitkadesh shimcha,tavo malchutecha,
yease retsoncha kebashamayim ken ba'aretz.
Et lechem chukenu ten lanu hayom,uslach lanu al chataeinu,kefi shesolchim gam anachnu lachot'im lanu. Veal tevienu lijdei nisajonki im chaltzenu min hara.
Ki lecha hamamlacha hagvuravehatif'eret leolmei olamim.

Infelizmente há muito por falar desta linda e interessante oração, mas a intenção é escrever um artigo e não uma tese, que iria deixar o leitor enfadado. Fiz o máximo para não entrar na questão da fé, pois aprendi que fé não se discute, se respeita.

Para mais detalhes, ouça um podcast de minha autoria criado em 2007, clicando em:
http://www.ayltondoamaral.com/downloads/lingua_jesus.mp3
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domingo, 11 de abril de 2010

O Manuscrito Voynich

Para pessoas que, como eu, gostam de ocultismo, deparar com coisas inusitadas quando menos esperamos é uma experiência Ímpar. Junto com esta “mania”, tenho extrema curiosidade de conhecer minhas origens, por isto, dedico grande parte de meu tempo à pesquisa genealógica. Talvez por ser Canceriano, signo cuja característica é o gosto pela família e curiosidade pelo passado. Não consigo dizer se astrologia funciona ou não....”pero que hay bruja hay...”.

Estava viajando a trabalho na Alemanha, por volta de Novembro de 2006. Normalmente, quando viajo a trabalho, não tenho muito tempo para turismo, mas sempre tenho a oportunidade de conhecer o país que visito melhor do que as pessoas que fazem turismo, pois tenho a oportunidade de conviver mais de perto com a cultura do país, sem ficar visitando sómente os pontos turísticos e ir embora.

Alemanha é a terra de meus ancestrais maternos. Aproveitava todos os fins de semana para fazer levantamentos sobre a origem do meu primeiro ancestral materno à vir pelo Brasil. Friedrich Platz chegou ao nosso país, vindo da cidade de Trier, que fica perto da fronteira de Luxemburgo, a bordo do navio chamado “Pampas”. O melhor lugar para se fazer pesquisa genealógica que conheço, são os cemitérios. Meu pai sempre me criticava, achando um tanto quanto “esquisita” esta minha mania de correr o mundo visitando cemitérios. Exagero ou não, o cemitério é o local onde os registros familiares se acham mais acurados, exetuando-se os Mórmons, pois dizem os entendidos, possuem o maior acervo genealógico do mundo.

Um belo dia, seguindo pistas genealógicas, fui parar na cidade de Heidelberg, cidade linda, famosa por sua Universidade, possuidora de uma documentação histórica interessantíssima, lá existe um castelo famoso, conhecido lá como “Schlöss”. Conheci um guia chamado Hellmut, um senhor já bem avançado na idade, aposentado, que fazia bicos, servindo de guia no Castelo. Hellmut e eu nos tornamos amigos, um dia o Hellmut criticou o meu desinteresse por saber se haviam fantasmas no castelo. Realmente não me interessava, mas para agradá-lo eu fiz a pergunta:

- Então Hellmut, existem fantasmas neste Castelo ?

E o Hellmut com a maior cara de pau do mundo me responde:

- Olha Aylton, eu trabalho aqui, faz 400 anos e nunca vi nenhum!!

Este é o Hellmut.

Num de nossos bate papos regados a muita cerveja e salsicha, soube da existência de um artefato bastante interessante, tanto por seu conteúdo enigmático como pelas suas origens polêmicas; trata-se do Manuscrito Voynich, ou Volnich, conforme queiram.

A primeira menção deste manuscrito consta que foi descoberto em 1912, na Villa Mondragone, em Frascati, perto de Roma. Trata-se de um manuscrito enigmático, com as dimensões de 18 por 23 centímetros de comprimento, cujo conteúdo até hoje, ninguém conseguiu decifrar. Vários cientistas de diversas áreas estão “queimando neurônios” tentando entender o conteúdo. Escrito em uma língua desconhecida, (se é que aquilo possa ser uma língua), serve de desafio para diversos etmólogos.

Dizem os estudiosos, que a lenda começa quando um colecionador de antiguidades americano, chamado Wilfrid M. Voynich, comprou em um antigo colégio de jesuítas na Itália um livro esquisito, de caracteres indecifráveis, com uma carta em anexo datada do ano de 1666, fazendo referências a um antigo proprietário do livro, o imperador Rodolfo II, da Região da Boêmia.

Depois da morte de Wilfrid M. Voynich, este livro apareceu de novo em Nova York e foi adquirido por um tal Hans P. Krauss, que doou este livro para a biblioteca da universidade de Yale. Este manuscrito possui 235 páginas contendo ilustrações de alguns vegetais de formato meio esquisito, algumas espécies de animais parecidas com animais já extintos e outros completamente desconhecidos. Há também ilustrações de mulheres nuas se banhando em banheiras ligadas a intrincados encanamento. Existem também desenhos e tabelas contendo equipamento astronômico, do ponto de vista de um telescópio, células vistas por microscópio, calendários meio complexos e signos zodiacais desconhecidos e outras coisas.

Uns dizem que este livro é uma fraude estrondosa outros dizem que não passa de brincadeira de alguém. Mas as pessoas que afirmam que este livro é autêntico, dizem que existem características na escrita, baseadas em repetições de caracteres, que confirma ser aquela uma espécie desconhecida de idioma, e não uma simples invenção de falsários ou brincalhões.

Uma das pessoas que afirmaram que o manuscrito é autêntico, foi o botânico Hugh O'Neill, que disse que algumas delas eram espécimes oriundos das Américas, teorizando que o manuscrito foi escrito após 1492 data da descoberta oficial ada América. No entanto algumas correntes dizem que a América foi descoberta bem antes e que até os templários estiveram por aqui, um dia escreverei um artigo sobre isto.

Se vocês estiverem interessados, poderão fazer o Download do arqiuvo em pdf deste manuscrito no meu site http://www.ayltondoamaral.com/, que está na minha seção de downloads .

sábado, 20 de março de 2010

Outro arcano interessante, que em minha opinião é um dos mais complexos do Tarot, pois encerra um número muito grande de significados.

O Tarot foi criado bem antes da fundação da Igreja Católica, mas durante os séculos sofreu grande influência da mesma, tendo em vista seu grande domínio na civilização ocidental, particularmente durante a idade média.

No Tarot de Marselha, (talvez o que sofreu maior influência) vemos três figuras, sendo que a figura principal é um homem de uns 60 anos, que está sentado, de frente, com a mão direita levantada no tradicional sinal feito pelo Papa quando abençoa os fiéis. Posteriormente escreverei um artigo sobre a origem deste sinal, pois segundo alguns autores, foi originado da Cabala Judaica, assunto interessante, polêmico, mas extenso. Em sua mão esquerda existe um cetro com uma cruz de três tranceptos, também conhecida como Cruz Papal, usada na heráldica eclesiástica, possui outros nomes como Cruz Tripla ou Hierofante, outro assunto para um longo artigo. Este personagem está sentado em um trono com duas colunas atrás (Influência Maçônica ?) se veste de azul e tem uma capa vermelha com enfeites amarelos. Um detalhe importante, é que , sua mão esquerda está fechada e coberta por uma luva que tem impressa uma cruz dos templários, esta ordem de cavalaria foi a grande disseminadora do Tarot na Europa, e diversas modificações foram atribuídas a eles. Percebe-se apenas vagamente a cadeira em que o personagem central está sentado.

Trata-se de um arcano complexo, portanto, possui diversas atribuições: Pobreza, bênção, iniciação, ensino, lei, simbolismo, filosofia, religião, dever, moral, consciência, autoridade moral, sacerdócio, proteção, lealdade, observância das convenções, respeitabilidade, benevolência, generosidade indulgente, perdão, mansidão. Em seu sentido negativo, significa atrasos por burocracia e esforços dirigidos para as atividades meio e não para as atividades fim.

Segundo www.krishadar.com “ O Arcano V é uma das figuras que permitiram precisar com maior exatidão a antiguidade do Tarô, já que seus detalhes iconográficos remontam a um modelo perdido em que se inspirou necessariamente o desenho de Fautrier (Tarô de Marselha), o que é confirmado pelas diferenças e semelhanças com maços mais antigos, como os de Baldini (1436-1487) e Gringonneur (1450). Em primeiro lugar, é preciso destacar que o Pontífice do Tarô de Marselha é barbudo, enquanto seus precursores renascentistas e medievais não o são. Há estudos que estabelecem uma curiosa cronologia da moda papal neste aspecto. Torna-se assim evidente que o tarô clássico copia um modelo mais antigo que não chegou até nós, mas que assegura a continuidade evolutiva do Tarô desde os imagiers du moyen age até a atualidade. Outro detalhe interessante é o da evolução da tiara papal na iconografia do Tarô. A tiara (com seu simbolismo sobre a existência dos três reinos ou mundos) não é um elemento litúrgico que permaneceu invariável ao longo da História...”

Em caso de separação o Papa reconcilia, se ainda nao for casado o Papa oficializa uma união. Esta carta trás paz,moderaçao, actos reflectidos e bem organizados, aconselha a pensar e não ser demasiado materialista. Trás consigo o poder da fé e da meditação, e a sua mensagem é "Ajuda-te a ti próprio e o Céu ajudar-te-á.” Wikipedia

Diz O PAPA Se eu pudesse falar contigo e tu me ouvisses, te diria que preciso falar contigo sobre MAGIA. Tu sabes que o simbolismo contido em mim contém toda a magia e todas as magias e seus processos. E não estou falando do que comumente as pessoas costumam classificar como magia: Branca ou Negra. Esta classificação uns fazem pelo processo utilizado pelo mago, outros pela intenção, outros pelos rituais praticados e outros pelas forças acionadas no processo mágico. Qualquer que seja a origem da classificação dada, esta classificação é apressada e uma das formas mais comuns de se cometer erros na prática da magia. Pergunto-te: praticas ou praticastes algum dia a magia? Não! Quero que respondas novamente após terminar esta pequena conversa que estou tendo contigo sobre o que verdadeiramente eu sou.” Cigano.net.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010


Eis um arcano marcante:
O Imperador é um arcano forte, simbolizando principalmente a autoridade. Notem que os algarismos romanos estão representando o número 4 como “IIII” e não como “IV”, que é normalmente representado. Esta forma de representar números é característica do Tarot, principalmente no Tarot de Marselha.

Na maioria das representações, vemos um homem com uma coroa, de perfil, sentado (ou encostado) em um trono com as pernas cruzadas. Carrega um cetro encimado por um orbe, que são característicos do poder real. Aos pés do trono há uma imagem de uma águia, olhando para a esquerda. Um detalhe importante é o chão onde fica o trono, que parece ser um solo árido, apenas com uma pequena gramínea crescendo aos pés do homem.

A razão das pernas cruzadas é tema polêmico entre os estudiosos, uns dizem que é a posição que os antigos magistrados tomavam quando estavam em tribunais. Outros dizem que têm origem na posição de concentração dos antigos Yogues.

O Imperador significa o poder, a autoridade, a liderança, a figura paterna. Interpretando à luz da Cabala, também significa o tetragrammaton Yod – He – Vav– He, o quaternário, a pedra cúbica ou sua base, que é o trabalho do aprendiz pedreiro. Na Astrologia representa uma conjunção saturno-marte, que é o poder sendo exercido pela força.

Alguns Tarólogos interpretam no sentido positivo, os bens, o poder terreno, contratos assinados, acordos. No sentido negativo: Queda financeira, perda de bens, perda de autoridade, sofrimento de oposição, aparecimento de adversário poderoso.

Esta carta aparece para pessoas líderes naturais e também para pessoas que têm problemas com autoridade, pessoas rebeldes têm esta carta aparecendo de forma negativa ou positiva e até as duas coisas. Todos temos de alguma forma o imperador, sejamos nós lideres ou seguidores.
Muitas pessoas o associam com Osíris e as Ordens Guardiãs do Santo Graal.

Imperador pressupõe liderança e devemos ter discernimento para distinguir um líder de um “chefe”. O líder tem diversas características marcantes, dentre elas a humildade e o desejo de servir, o que difere do chefe que manda por mandar e utiliza o orgulho e a prepotência para exercer sua autoridade. O Imperador não é o “Cagonauta” (Vide artigo do Luciano Pires).

Um exemplo bastante interessante são os nossos políticos, que de Imperador não têm nada, estão mais para outros arcanos que mencionarei mais adiante em outros artigos. Existem muitos líderes, que podemos associar com o Imperador, dentre eles, Franklin Roosevelt, Nelson Mandela, Antonio Ermírio de Moraes, Mahatma Ghandi, Jesus Cristo e outros grandes exemplos.
Este arcano nos permite sermos agressivos (no bom sentido), corajosos, ousados. Nos indica que devemos conquistar a liderança. Em situações onde existe o caos este arcano nos aconselha pararmos, pensarmos e atuarmos de forma a organizar e tomar o controle.
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A Papisa (ou A Sacerdotisa)

Continuando com a série sobre os arcanos do Tarot, neste artigo, falarei da Papisa, o Arcano da Sabedoria, da Gnose e do Princípio Receptivo.


Analisando a lâmina, vemos uma mulher que está sentada e está com um livro aberto no seu colo, e uma tríplice coroa, parecida com a tríplice coroa usadas pelos Papas, durante sua coroação. Hoje em dia esta coroa não é mais usada, pelo menos pelos últimos 3 Papas, em uma tentativa de diminuir a ostentação da igreja. A personagem está olhando para o lado esquerdo, e veste uma túnica vermelha sob um manto azul e verde. Sobre seu ombros há um véu. Ao fundo vemos uma cortina. Uma coisa que os Tarólogos comentam muito é que esta figura ultrapassa a margem superior da lâmina. Esta característica só será encontrada no arcano XXI – O Mundo.


Existe uma lenda sobre este arcano, que fala da Papisa Joana, a única mulher que assumiu a posição de Papa da Igreja Católica.

Segundo a Wikipedia: “A Papisa Joana teria sido a única mulher a governar a Igreja durante dois ou três anos, segundo uma lenda que circulou na Europa por vários séculos. A papisa Joana é considerada pela maioria dos historiadores modernos e estudiosos religiosos como fictícia, possivelmente originada em uma sátira anti-papal.”


Segundo René Guénon in Symboles Fondamentaux de la Science Sacrée, ela ficou grávida e ocultou a gravidez debaixo da vestes papais, no entanto, durante uma procissão, deu a luz, provocando a ira da população. Com a dramática descoberta do embuste, o enfurecido séquito papal teria assassinado Joana e seu filho. Antigas tradições romanas asseguram que, no lugar do homicídio, permaneceu durante séculos um túmulo ornado por seis letras P, que podiam ser lidas de três maneiras diferentes (jogando com a inicial comum a Papa, Pedro, pai e parto). Ainda com relação a essa lenda, deve-se assinalar um fato notável: na célebre Bíblia ilustrada alemã do ano de 1533, a grande prostituta do Apocalipse está representada com uma tiara na cabeça, A tradição afirma que foi desenhada deste modo por desejo expresso e sugestão de Martinho Lutero.


Existe, na história do Egito, uma mulher que se tornou Faraó, seu nome era Hatshepsut, que era retratada como homem, inclusive ostentando um cavanhaque cerimonial, indicativo da figura de um Faraó, assunto para outro artigo.


O Significado místico desta lâmina é bem complexo, A leitura da Papisa significa Sabedoria, Gnose, A Igreja Oculto, Reflexão, a Cabala, o Principio Feminino, Intuição, Piedade, Paciência e para os Astrólogos, a influência passiva de Saturno. Alguns tarólogos a interpretam como Reserva, discrição, silêncio, meditação, fé, confiança atenta. Paciência, sentimento religioso, resignação. Favorável às coisas ocultas. A Papisa é o principio feminino, mantido reprimido pelas religiões ocidentais e transformado em leis e costumes até o século passado, e que hoje está sendo liberado de forma lenta mas contínua. Não interpreto como sendo o feminismo radical que temos hoje, mas um equilíbrio com o princípio masculino como duas forças que se complementam sem que uma ou outra prevaleça como dominante.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A Bíblia do Diabo


Peço licença a todos para interromper minha série sobre o Tarot, terminei minha pesquisa sobre mais um livro misterioso e gostaria de compartilhar um resumo com vocês. Muitos me perguntam se não tenho mais nada a fazer a não ser escarafunchar velharias. Respondo que sim, é a melhor coisa do mundo a se fazer, principalmente pela aura de mistério que cada um deles nos traz.
O livro em pauta, mede quase 1 metro de comprimento, pesa uns 90 quilos e tem mais de 600 páginas em pergaminho (pele de asno), capa e contracapa, de madeira, forradas com couro curtido e enfeitadas com cantoneiras de latão com entalhes. Atualmente está exposto na National Library, em Estocolmo.
Seu nome oficial é “Código Giga”. Segundo alguns, foi feito em um mosteiro da Boêmia a partir do século XIII. Chegaram até a querer declará-lo como uma das maravilhas do mundo. Felizmente desistiram.
A razão da existência deste livro dá origem a várias lendas. A mais conhecida delas é de que o livro teria sido escrito por um monge, que como punição aos seus pecados, iria ser emparedado e deixado ali até a morte. No desespero, ele fez um acordo com os superiores do mosteiro, prometendo escrever um livro em um período de uma noite. No entanto, percebendo que não iria conseguir, fez um pacto com o diabo, sendo atendido e se livrado da cruel pena, razão pela qual, várias pessoas consideram o seu texto amaldiçoado. É uma relíquia raríssima, estimam que vale em torno de 15 milhões de Euros.
Tem que ser alguém corajoso para adquiri-lo, pois o Codex Giga tem fama de atrair má sorte para quem o possui, provocando infortúnio e morte. Existem várias lendas narrando o destino de alguns proprietários.
Outro fato intriga os estudiosos: faltam sete páginas no volume; páginas que, dizem, continham um segredo muito antigo.
Sua página mais famosa, contém um grande desenho de um diabo, razão de seu nome mais conhecido. A imagem é precedida por uma conjuração por meio do qual é possível comunicar-se com espíritos, entidades demoníacas e um encantamento para comandar essas criaturas.
Como o leitor pode notar na figura, não é tão assustador assim. Hoje em dia, os diabos são infinitamente piores, mais organizados, são certificados e seguem padrões ISO, Itil, Six Sigma, SOx e outras sopas de letrinhas. No entanto, se nos situarmos na idade média, onde a igreja detinha o poder das mentes e dos corações do mundo ocidental, este desenho tinha muito significado e tirava o sono de muita gente.
Escrito em latim, o Livro Gigante contém uma versão do Antigo e do Novo Testamentos e não constam os Atos Apostólos e o Apocalipse. Depois da Bíblia, vem uma transcrição da Etymologiae enciclopédia de Isidore de Seville, que consiste em um resumo do conhecimento das ciências da época, incluindo a idéia da esfericidade da Terra, o que, para muitos o tornou realmente demoníaco.
Também estão no Livro: uma cópia de Antiquities of The Jews "Antiguidades Judaicas" e Jewish Wars [Guerras Judaicas], do escritor Flavio Josefo, que viveu nos anos 90 d.C. e narrou diversas passagens importantes do cristianismo e judaísmo. Possui também, uma versão dos Hebrew Books [escrituras hebraicas]; uma cópia de Chronicle of Bohemia de Cosmas de Pragye [1045-1125], padre boêmio.
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domingo, 29 de novembro de 2009

O Mago


O primeiro arcano do tarot é o Mago. Muitos especialistas dizem que o mago é o “dono” do Tarot, por isto recomendam guardar as cartas sempre com O Mago sendo a primeira carta, em cima. É representado por um garoto, talvez adolescente. Tendo em vista que terá um longo caminho a percorrer, está refletindo, como iniciará a jornada. Na maioria das representações, está em frente a uma mesa, e sobre sua cabeça está um chapéu estilizado, que muitos dizem que é o símbolo do infinito. Em algumas representações, existe, ao invés de um chapéu, o próprio símbolo do infinito, que representa as inúmeras possibilidades e oportunidades que tem à sua frente. Como cada carta tem uma letra hebraica correspondente, o mago têm a letra Aleph.

Na cabala, Esta letra foi retirada do simbolismo do "boi" e o seu desenho parece uma cabeça de boi com chifres, (estilizado, claro). Esta letra não tem som.

Segundo a Academia de Cabala: “O alfabeto hebraico é o único a começar por um silêncio, Aleph é a representação do equilíbrio perfeito. Mesmo que o Aleph seja audível, o Sêfer Bahir diz que "a orelha é feita à imagem do Aleph, ele é o essencial dos dez comandos". Esta letra significa os mundos de antes e de após a criação, as palavras unidade (Echad) e amor (Ahavá) começam pela letra Aleph, que representa a permanência da unicidade. A tradução da palavra "eu" em hebraico é "ani", já "você" – ou seja, o outro – é "atá". Ambas as palavras se iniciam com a letra Aleph quando escritas em hebraico. Isso quer dizer que você e eu somos um, ligados à mesma origem, se bem que diferentes no aspecto. Aleph é o ponto de partida de tudo."

Em algumas representações, como no Tarot de Oswald Wirth, a letra aparece na carta, mas na representação acima, do Tarot de Marselha, normalmente não aparece.

Na mesa à sua frente, podemos ver alguns objetos, que representam nossas escolhas no nosso dia a dia, dos quais podemos destacar:

Um copo: Representa as emoções, o amor, o ódio, etc.
Um punhal: Representa a luta e nossa vontade de conquistar, a energia sexual.
As Moedas: O nosso lado material.
Os dados: Representam o imponderável, aquilo que não podemos controlar.
Em algumas representações há um pergaminho com a imagem de um pentagrama que representa nossa inteligência.

Está pedindo ajuda do alto para ajudá-lo na caminhada que se inicia, por isto está levantando um bastão, que representa a vontade e a sabedoria, captando energia superior e encaminhando-a para baixo, com a outra mão.

Costumamos ver muito esta posição durante a dança dos Dervixes. Os Dervixes são monges muçulmanos, que normalmente vivem de forma nômade e de abnegação, inclusive jurando votos de pobreza, castidade e humildade. Eles costumam se reunir em rituais de dança chamadas Sema ou Samá, que fazem parte da tradição Sufi (mais informações leiam “O Profeta” de Khalil Gibran). Só quem já viu, como eu, pode descrever o quão sagrado é este ritual. Os dervixes entram em transe e executam danças giratórias durante horas, sem aparentar nenhuma tontura, com uma das mãos para cima e outra para baixo, fazendo o mesmo papel do Mago do Tarot. Recomenda que vejam este espetáculo que, para eles simboliza a conquista do equilíbrio mental, vitória sobre nossas vaidades, e uma comunhão sem igual com o nosso planeta e a natureza, consequentemente encontrando o auto-conhecimento. Infelizmente estão abrindo demais a visita de turistas para estes rituais, o que, em minha opinião, com o tempo pode virar uma pantomima para agradar turistas..



Os jogadores de Tarot dizem que, quando aparece O mago, é extremamente difícil interpretá-lo, na maioria das vezes interpretam que o consulente está em uma fase inicial de um caminho que precisa escolher como irá realizar esta caminhada. Normalmente um consulente quando vai a uma consulta de Tarot (as vezes paga caro por isto) quer uma definição, quer respostas imediatas, trazendo dificuldades ao jogador de Tarot. Normalmente o jogador compõe com as outras cartas já tiradas para atender ao consulente.

Infelizmente a grande maioria das pessoas interpretam o Tarot como sendo um jogo divinatório, distorcendo as mensagens que cada arcano traz.

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terça-feira, 10 de novembro de 2009

O louco


Dizem que sou louco.
Por pensar assim.
Se sou muito louco.
Por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz!
E não é feliz!
Não é feliz.............
Assim dizia Rita Lee em sua “Balada do Louco”.

O que é loucura ?
Sou eu o louco, ou o resto é que é louco?

Esta é a principal pergunta que este arcano faz quando aparece em nossos jogos. Já começa pela sua principal diferença: nos outros arcanos há um número na parte superior, mas não no louco. Louco é diferente. Muitos procuram atribuir-lhe o valor 0 ou 22 em mais uma tentativa de racionalizar a loucura.

Vamos tentar ler a figura acima, representada no Tarot de marselha. Vemos uma pessoa, um homem que caminha com um bastão na mão direita. A posição dele é uma proeza de contorsionismo, pois está de costas, mas seu rosto, bem visível, aparece meio que de esguelha, com uma pálida face, e uma barba um pouco embaçada. Em cima do ombro direito leva uma vara como uma pequena trouxa, que dá idéia de que está se mudando, ou andando sem rumo, ou também uma idéia de largar tudo para trás e sumir. Coisa que muita gente quando está de saco cheio com as coisas fica “louca” para fazer.

Ele, o louco, está vestido como um bobo da corte medieval. O interessante é que sua calça está rasgada por um animal meio indescritível, parece um cachorro, mas muita gente atribui outro animal. Caminha sobre um solo cheio de altos e baixos de onde nascem cinco plantinhas. A cabeça está coberta por um gorro meio esquisito, que desce até a nuca e lhe cobre as orelhas; esta estranha touca se confunde com o seu cabelo. Veste uma jaqueta, presa por um cinto amarelo; seus pés estão cobertos por calçados vermelhos.

Não existe um consenso entre os que se dizem entendidos e os que jogam o Tarot, os significados são os mais diversos. Vou fazer um resumo em uma palavra só. Representa o libertador “foda-se”.

Se eu pudesse criar meu próprio Tarot, eu o representaria por uma figura folclórica lá da Petrópolis dos anos 60, onde nasci e cresci. Havia um personagem folclórico, um senhor de idade já avançada, que vivia perambulando pelas ruas da cidade. As crianças quando o avistavam gritavam:

- O INSS vai acabar !!!!!!!!

Era ouvir a frase, e o senhor calmo e afável se transformava, começava a gritar impropérios, xingando e ameaçando todas as pessoas que passavam, com uma ira tal, que por diversas vezes pensava-se que ia enfartar. Após um determinado tempo, instantaneamente ele esquecia tudo e voltava a ser o senhor afável que sempre foi, mas bastava alguém gritar a frase novamente e começavam os xingamentos e o senhor metamorfoseava-se como se fosse um Hulk da vida real. Tentei por diversas vezes conhecer a história deste personagem, mas as estórias eram tantas, com tantas versões que não vi credibilidade em nenhuma delas. Mudei de cidade, e nunca mais ouvi falar do “velho do INSS”.

Outra figura interessante era o Bem-te-vi. Também era um senhor circunspecto, que ao ouvir pessoas assobiando imitando a ave, modificava totalmente e ficava vociferando palavrões por um momento, e depois voltava a ser o senhor circunspecto de antes.

Existia o “Fecha a porta” era um senhor que vivia conduzindo umas charretes de aluguel, que ficavam em frente ao Museu Imperial para levar turistas a um passeio pela cidade. Não sei por que motivo, mas quando passava pelo meu bairro a garotada gritava:

“Fecha a porta Capivara”!!!

E o senhor saia dando chicotadas para todos os lados tentando atingir a molecada, que não tinha nada para fazer.

Todos nós temos algumas chaves que disparam certos processos, sejam eles os famosos calos, ou outros fatores, tais como a famosa “Gota D´agua”. Newton Bonder, em seu livro, a Cabala da Comida, do Dinheiro e da Inveja, nos diz que o ser humano se faz conhecer por três fatores, pelo bolso, pelo copo e pela ira. Através destes três fatores o ser humano por mais que tente esconder, acaba mostrando o seu verdadeiro lado, quando bebe, quando fica com raiva, quando fica rico, ou detém algum poder.

Cuidado pessoal, não se pode confundir: Louco não é bobo nem é burro.
Os loucos são felizes, não há nada mais feliz do que a insanidade, mas isto é papo cabeça para uma mesa de bar, depois da segunda garrafa de vinho. Adoro isto.

Cada um com a sua loucura.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

1 - As Origens do tarot.

Começarei aqui, uma série de artigos onde procurarei explicar as origens do Tarot, que, além de jogo de adivinhação, está intrinsecamente ligado ao nosso jogo do baralho atual.

As origens do Tarot também são envoltas no mais brumoso mistério. Existem diversos autores com diversas teorias, mas nunca algo palpável cientificamente, infelizmente.

Um grande irmão, ao qual tenho muito apreço e respeito muito suas idéias, diz que quase tudo que conhecemos originou-se do Egito, para ele a Maçonaria e todas as ordens iniciáticas que conhecemos tem sua origem, ou inspirou-se nesta grande civilização, assim como o Tarot. Ele afirma categoricamente que o Tarot original tinha sido escrito em folhas de ouro num templo em Mênphis.

No entanto existem diversos teóricos que dão como origem a China e a Índia e que as cartas foram trazidas pelos ciganos para a Europa, está aí um grande assunto para pessoas, que como eu, gostam de estudar o oculto.Segundo este mesmo irmão (o que diz que tudo vem do Egito); o nome “Gipsy” dado aos ciganos por algumas línguas, é uma corruptela de “Egipcio”, pois segundo ele, os ciganos também são originários do Egito, mas isto é assunto que fica para outra oportunidade.

Os grandes divulgadores do Tarot na Europa, foram os Cruzados, mais específicamente, os Cavaleiros Templários, que baseado em seus estudos, tinham grande conhecimento do significado hermético das figuras, e que as utilizavam como ferramenta de auto-conhecimento. Um grande estudioso Templário afirmava que os símbolos do Tarot eram a chave do conhecimento que foi perdido durante os incêndios e saques da Biblioteca de Alexandria.

Nas cartas do Tarot existem símbolos que, representam segredos da chave da natureza humana e que influenciaram, ou sofreram influencia das religiões gregas, filosofias árabes, Indianas, e até mesmo a Cabala Judaica.

Existem diversas versões, dentre as quais posso destacar, o Tarot de Oswald Wirth, o próprio Aleister Crowley, o Tarô Cigano, e milhares (sim amigos, milhares) de outras versões espalhadas por aí, por aqueles que se intitulam os “Gurus” do momento. Pessoalmente, como fonte de estudo, gosto do Tarot de Marselha Original, e de Oswald Wirth, que além de relacionamento com a Cabala, possuem os desenhos parecidos na medida do possível com os originais.

O Tarot de Marselha surgiu no final do século XVI, obtendo muito sucesso, especialmente aqueles que eram pintados a por grandes artistas. Estes jogos eram de propriedade das famílias mais ilustres da Europa, principalmente na Itália, berço dos grandes incentivadores da arte como os Sforza, os Bórgia, e vários outros. Esta versão de Tarot, teve uma grande influência sobre muitos jogos que surgiram nos finais do séc. XVIII e início do séc. XIX, época especialmente apaixonada pelo oculto na qual se deu um grande incremento.

Segundo Maria Helena Martins, “o Tarot adquiriu uma forma mais manuseável e mais sólida quando B.P. GRIMAUD lhe fez algumas alterações, sem alterar as suas qualidades intrínsecas. Os cantos tornaram-se mais redondos e as cores mais vivas passando a haver um claro predomínio do AZUL e do VERMELHO. Paul MARTEAU, o grande mestre das cartas em França, traduziu em 1930, com grande rigor, toda a simbologia do TAROT de MARSELHA e fixou as tonalidades definitivas das cores que permanecem até hoje.”

Sobre as cartas de jogar, autores afirmam que tiveram inicio através do Tarot dos Sarracenos que migravam para a Espanha, e lá, passaram a se chamar “Naib”, que posteriormente se transformou em “Naipe”, como conhecemos hoje, embora outros digam que tenha surgido da palavra Flamenga “Knaep” que significava “papel”. Existem também, outros vestígios de que o seu uso como carta de jogar, também difundiu-se na França.O Tarot, basicamente é Dividido em duas seções, as 22 cartas dos arcanos maiores, que segundo aquele meu irmão, representam os líderes temporais e espirituais do Egito antigo. As outras cinqüenta, que são os arcanos menores, divididos em 4 naipes, representam as quatro classes da sociedade do Egito Antigo, que ficavam assim representadas.

Espadas: Classe guerreira;
Copas: A Classe sacerdotal;Paus:
Os Agricultores;
Ouros: Os Comerciantes.

Dizem também que jogo de xadrez contribuiu fortemente para que o Tarot, de cartas divinatórias se transformassem no baralho que conhecemos hoje, se não levarmos em conta a torre e o cavalo. Se olharmos para as cartas veremos que, com exceção das torres, há o Rei a Rainha, dois Valetes e os números de cartas equivalentes ao dos peões. Acredita-se que o uso das quatro cores, assim como de Moedas, Taças, Espadas e Paus tenha surgido no século XIV, pelo costume da época de se jogar xadrez a quatro pessoas.No Museu de Paris, encontra-se o jogo de cartas mais antigo que se conhece, que foi utilizado por Carlos VI de França. Pensa-se que tenha sido encomendado a Jacques Gringonneur que era astrólogo e cabalista.

Durante muito tempo pensava-se que pertenciam a este baralho dezessete cartas pintadas sobre velino debruadas a ouro e pintadas a prata, lápis – lazúli e com um pigmento vermelho escuro denominado como (pó de múmia). Atualmente, acredita-se que são italianas e de manufactura mais tardia.Um dos mais belos jogos de cartas pertenceu a Duce Filippo Maria Viscont e data de 1392, pelo qual pagou mil e quinhentos florins de ouro ao seu secretário, o sábio e pintor Marziano da Tortona.

Existem ainda hoje sessenta e sete cartas originais deste jogo muito antigo.Com o passar do tempo, a apresentação dos emblemas e dos desenhos das cartas alterou-se. Desde que se começou a jogar, o baralho foi composto por vinte e duas cartas, e quatro séries de cores, cada uma delas contendo quatorze cartas.

Na minha humilde opinião, o Tarot não passa de uma grande quantidade de símbolos herméticos, que de alguma forma, se coadunam com a psicologia humana, principalmente se estudarmos Jung e a Cabala. Se olharmos para as imagens do Tarot e conhecermos cada um dos seus arcanos, podemos ver nitidamente as mais diversas nuances do que Jung afirma como sendo nossos arquétipos. Se olharmos pelo ponto de vista histórico, poderemos desvendar muitos dos aspectos ocultos da humanidade, e mensagens que os antigos nos deixaram. Quanto a seu poder divinatório, sinto muito, não creio.

O que creio é que, segundo Jung, o Inconsciente coletivo trabalha sempre para nos levar à algum destino, que talvez possa até ser avisado nos arcanos como tendências, assunto complexo, que fica para outro artigo.

De qualquer forma, o Tarot não tem o poder de influenciar os acontecimentos.Somos inteiramente responsáveis pelas nossas decisões, nunca devemos esquecer de que toda a ação leva a uma reação.

Nos próximos artigos, falarei de cada um dos arcanos, começando com “O Louco”.

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Brevemente: "O Enigma de Sagres"

Aylton do Amaral
http://www.ayltondoamaral.com/

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

As Ervas de Poder

Relutei muito em publicar este artigo. A razão principal foi por temor de ser mal interpretado, principalmente no Brasil, onde, em minha opinião, os últimos tempos tem se caracterizado por censura velada e hipocrisia.

Não me considero um místico, no sentido de que um místico crê na existência de certas dimensões ou de criaturas intangíveis. Não quero de forma nenhuma entrar no mérito da existência ou não destes paraísos, nirvanas, planos espirituais, Valhallas, ou qualquer outro ser ou lugar que a literatura mística afirma que existe. Tenho uma definição própria de mim mesmo como uma pessoa em eterna experimentação, pois vivo testando de tudo. Quem sabe um dia eu chego à conclusão de que isto tudo seja uma tremenda bobagem, ou então, para júbilo dos crentes, seja a mais pura verdade.

Me baseio na afirmação de que “Yo no creo em brujas pero que han...” ou seja, eu não creio em bruxas, mas que elas existem, existem. Gosto muito de estudar o assunto, por razões que não sei ou não quero explicar. Talvez, no íntimo eu queira mesmo acreditar que tais coisas existem, mas até agora não obtive nenhuma prova, razão de minha eterna busca. Às vezes me dou bem, às vezes quebro a cara, mas sempre vejo como parte de meu aprendizado.

Normalmente, um místico procura ter contato com estas dimensões ou seres, através de diversas técnicas, sejam elas meditação, seja com o uso da chamada mediunidade, ou seja utilizando-se de coadjuvantes químicos para auxiliar neste contato e até mesmo se suicidando, como no caso de uma seita que, anos atrás todos os seus membros resolveram se suicidar com o intuito de se encontrar com seres extra terrestres que viviam em um plano divino, cuja nave estaria se aproximando de nosso planeta, cada louco com sua respeitável loucura.

Neste artigo vou abordar algumas técnicas muito antigas de encontro com o divino através do uso de certos vegetais.

Não estou falando destas drogas que conhecemos por aí, tipo maconha, cocaína, LSD e outros lixos, que conseguem apenas nos trazer sensações benignas de poderes artificiais e tem como principal sentido, nos escravizar e nos controlar para sempre, além de abastecer a criminalidade, a corrupção e quase todas as mazelas modernas de nossa sociedade, com dinheiro imundo vindo da mão de escravos, portanto, este artigo NÃO é uma apologia às drogas.

As ervas de poder, que menciono neste artigo, são determinadas misturas de ervas, utilizadas por Índios, Xamãs, curandeiros e místicos desde milênios atrás, com o propósito de realizar curas, sejam elas materiais ou espirituais, estas ervas tem como sua principal característica, o fato de não provocar dependência, tanto assim que são permitidas por lei, desde que sejam utilizadas em rituais religiosos e sob severa supervisão. Quero deixar bem claro, que a venda das mesmas é também é proibida. Estas ervas provocam um estado alterado de consciência, e a partir daí, dizem os místicos, poderemos alcançar dimensões jamais vistas por quem vive apenas no nosso mundo material.

Gosto de ver para crer, como todo grande discípulo de São Tomé, além disto, tenho uma vontade inata de buscar o divino, que infelizmente nunca encontrei. Motivo pelo qual me propus a experimentar algumas delas.


Quais são as Ervas de poder que e conheço?

Existem diversos tipos, Ayahuasca, Datura (estramônio), Peyote (Mescalito), São Pedro, outros Cactos e Cogumelos. Para não alongar muito, neste artigo, comentarei apenas a Ayahuasca e a Datura. Se houver interesse dos leitores, poderei comentar sobre as outras em artigos subseqüentes.

Ayahuasca

Também conhecido pelo nome de “Santo Daime”, é basicamente a mistura de duas plantas, a Chacrona, planta arbustiva que contém um elemento chamado dimetiltriptamina, que é o elemento responsável pelo estado de consciência alterada, também chamado de “Miração” pelos praticantes do Santo Daime. No entanto, a dimetiltriptamina quando ingerida pura, não faz efeito sozinha, porque é bloqueada pelo nosso organismo. Aí é que entra em cena o segundo componente que é um cipó chamado de Caapi, Ayubi, ou outros nomes, que neutraliza estas defesas, deixando a dimetiltriptamina agir. Esta mistura é preparada de forma ritual e submetida a um cozimento de horas de duração. Extrai-se então uma beberragem de cor amarronzada, gosto ligeiramente amargo e consistente.Largamente utilizada pelos índios da Amazônia, e por praticantes de um culto chamado “Santo Daime”, fundado por Raimundo Irineu Serra, também conhecido como Mestre Irineu.

(Veja sua história em http://www.santodaime.org/doutrina/oquee.htm)

A minha experiência com esta bebida deu-se anos atrás em Belém do Pará em uma cerimônia do Santo Daime. Convidado por um amigo, eu estava dividido entre o pavor e a vontade de conhecer algo novo. Lá fui eu, cujo pavor foi vencido pela curiosidade. A descrição do ritual necessita de mais um artigo, talvez até um livro só para falar dele, as pessoas entoam cânticos, dançando todas juntas em um passo, que por si só já me levaria ao enlevo e a alteração de consciência. O que me espantou foi que, mesmo crianças bebem do Santo Daime.


Ao experimentar a bebida, a princípio achei que era tremenda conversa fiada, e conversei normalmente com as pessoas que estavam do meu lado, ao mesmo tempo, estava acompanhando os demais naqueles passos de dança. Após mais ou menos umas 2 horas, meu estomago começou a se revoltar, e vomitei profusamente uma massa preta, horrível. Após a experiência, conversei com meu amigo, que me falou da massa preta que vomitei, segundo ele, faz parte de uma limpeza física que a Ayahuasca faz no organismo.
Desdenhei a Ayahuasca, dizendo que não senti absolutamente nada e que estava conversando normalmente com algumas pessoas que estavam do meu lado. Ao que meu amigo rindo responde: - Cara, não tinha ninguém do seu lado, você estava sozinho em um canto separado, apenas com um amparador, pois você não pertencia ao grupo.
Alucinação ? Conversa com espíritos ? Deixo as conclusões ao leitor.

Datura:
Mais conhecida como “Erva do Bruxo”, comentada por Carlos Castañeda em seu livro “A Erva do Diabo”, é uma flor que existe muito por aí. Dela são extraídas suas folhas e fervidas em um caldeirão. No livro “A erva do diabo” de Carlos Castañeda, foram suas raízes que foram utilizadas na infusão.
Aqui no Brasil, é usado também em rituais de Bruxaria. Minha experiência com esta beberragem foi muito ruim. Após ingerir um líquido esbranquiçado, ralo e sem gosto nenhum, imediatamente secou toda a minha boca e atingiu o que tenho de pior, ou seja, minha ansiedade, que foi tão exacerbada, que fiquei horas andando em círculos, numa procura incessante por água, sem porém nunca achá-la, embora a mesma estivesse na minha frente, uma angústia inesquecível. Todos os meus sentidos ficaram suspensos, as feições das pessoas estavam borradas, e minha noção de espaço ficava extremamente alterada, ou seja, não tinha chão, e nem paredes, pois eu sempre achava que elas ficavam uns 30 cm mais a frente de onde realmente estavam. Seu efeito é cumulativo, pois durante uma semana eu fechava os olhos e ficava vendo padrões parecidos com aqueles desenhados em cerâmica Marajoara, efeito diferente da Ayahuasca, que após o vômito cessa imediatamente o efeito. Fiquei plenamente consciente de tudo o que estava acontecendo o que prolongou meu sofrimento. Não tive nenhuma alucinação.
Segundo alguns Mestres em Xamanismo, a Datura é a Erva do Bruxo, onde só os naturalmente bruxos têm experiências dignas de nota, vêem deuses, etc.
Definitivamente não sou Bruxo.
Posteriormente, conversando com um velhinho 33, um dos meus grandes gurus, eu soube do risco desta minha experiência. Para que as pessoas usem antes a Datura, os amparadores, ou os líderes ritualísticos, têm que ter bastante conhecimento e serem realmente mestres na sua religião ou seita, pois corri sério risco de ter agravada a minha ansiedade, além de ter iniciado outros distúrbios que porventura estivessem latentes.
É o risco para quem vive em constante experimentação.Existem muitos charlatões por aí, principalmente na Internet, portanto, se o leitor quiser ter alguma experiência deste tipo, sugiro ler bastante, se informar muito a respeito, ou procurar o Santo Daime, pois lá eles sabem como lidar e tomar conta de você. Procurem checar e re-checar a idoneidade dos locais, através de pessoas que já freqüentaram, ou fontes consideradas fidedignas.
Para ser politicamente correto, vou repetir as frases abaixo, infelizmente não tenho fundo azul com letras brancas, para reproduzir:
“Nunca tente isto em casa...blá.....blá....blá....”

“A literatura médica desaconselha o uso destas beberragens por pessoas com distúrbios mentais, ansiosas, deprimidas, ou com algum tipo de psicose ou Esquisofrenia.”
Uma boa leitura, para os que porventura estiverem interessados em conhecer mais deste assunto, recomendo como livro inicial “A Erva do Diabo” de Carlos Catañeda.

Lembrem-se:

"Liberdade significa responsabilidade. É por isso que tanta gente tem medo dela."